SINDJU reúne mais de 400 servidores em AGE online para tratar da data-base 2026

Categoria delibera por unanimidade a realização de atos simultâneos no Pleno e mobilizações em eventos oficiais a partir do início de junho

O SINDJU promoveu uma AGE online, na última terça-feira, 19, reunindo mais de 400 servidores e servidoras do Judiciário, para discutir a data-base 2026 e aprovaram por unanimidade um novo calendário de mobilizações diante da ausência de interlocução com a gestão do TJPA. O plano de ação aprovado pela categoria estabelece paralisações parciais nas próximas quartas-feiras, com início imediato, além do protocolo de denúncias contínuas perante o CNJ para expor inconsistências administrativas internas.

Como estratégia de enfrentamento ao fechamento dos canais de diálogo por parte da administração, o SINDJU planeja formalizar representações ao CNJ detalhando as irregularidades vividas cotidianamente nas comarcas. A diretora do SINDJU, Alessandra Rodrigues, explicou que a medida visa buscar instâncias externas para forçar o Tribunal a se manifestar. “O diálogo até aqui está fechado, então a gente tem que procurar outros meios. Por isso vamos procurar o CNJ e questionar as irregularidades que a gente vivencia todos os dias no tribunal para ver se eles conversam com a gente, se conseguimos pelo menos uma janela de diálogo”, apontou.

As denúncias também se estendem à estrutura de pessoal do Tribunal. O sindicato planeja demonstrar à sociedade o ingresso excessivo de funcionários terceirizados, estagiários de pós-graduação e residentes jurídicos em detrimento da nomeação de candidatos aprovados em concurso público, o que a entidade aponta como um processo de precarização do serviço público. Para dar visibilidade aos protestos durante a permanência de uma comitiva do CNJ no estado, os servidores aprovaram a instalação de uma faixa no Fórum Cível de Belém denunciando a falta de priorização do primeiro grau de jurisdição.

Outro ponto de consenso na Assembleia foi a organização de um ato público durante a inauguração da Central Integrada de Processo Judicial Eletrônico (CIPREJ), prevista para ocorrer no início de junho. Caso o Tribunal não apresente uma sinalização de abertura de mesa de negociação até o encerramento do prazo da data-base, em 30 de maio, o sindicato convocará nova assembleia permanente para deliberar sobre o indicativo ou estado de greve.

Danyelle Martins, Presidente do SINDJU, explica que a aprovação unânime do nosso calendário de lutas por mais de 400 servidores nesta assembleia geral demonstra que a categoria não vai aceitar o silêncio e a falta de diálogo da administração do Tribunal de Justiça. “Nós batemos a pauta item por item, o Tribunal está ciente de todas as nossas demandas da data-base, mas a gestão prefere fechar as portas e ignorar os prazos dos trabalhadores, enquanto nos exige o cumprimento rigoroso de metas. Diante desse cenário de total inércia e desrespeito à nossa representação, vamos intensificar as ações. Já iniciamos as paralisações parciais às quartas-feiras e vamos levar ao conhecimento do Conselho Nacional de Justiça todas as irregularidades e inconsistências que vivenciamos diariamente nas comarcas”, conclui.

O papel do SINDJU como representante da categoria se consolida na coordenação dessas frentes de pressão institucional, unificando analistas, auxiliares, atendentes e oficiais na defesa de direitos comuns. Ao direcionar a insatisfação da base para o CNJ e para os eventos oficiais do Tribunal, o sindicato transforma a demanda pelo reajuste salarial e pelas melhorias nas condições de trabalho em uma pauta de moralidade administrativa, demonstrando que a valorização do servidor é indissociável da eficiência do próprio Poder Judiciário. Juntos somos gigantes.

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