Sindicato denuncia mais uma vez presença de força policial num ato pacífico e falta de interlocução com a Presidência do Tribunal
O SINDJU promoveu um ato na última segunda-feira, 1º, na inauguração da Secretaria Judiciária de Primeiro Grau (SEJUD 1G), que inclui a Central Integrada de Processo Judicial Eletrônico (CIPREJ) e a Central de Atendimento e Serviços (CAS). A manifestação integra o calendário de mobilizações aprovado em Assembleia Geral da categoria e visava buscar a abertura de um canal de interlocução com o Presidente do Tribunal de Justiça, que cumpria agenda institucional no local para inaugurar a unidade.

Mais uma vez o ato foi marcado pela presença de forças de segurança pública para conter o movimento – atuação totalmente desproporcional, pois se tratava de um ato pacífico, do começo ao fim. Ainda assim, o contingente policial foi orientado a restringir a fixação de faixas de protesto, a circulação dos dirigentes e o posicionamento do carro de som nas proximidades do evento de inauguração. Infelizmente, essa foi a única maneira que o TJPA me comunicou com o sindicato, pois não houve nenhum tipo de abertura ou sinalização para reuniões administrativas com os representantes sindicais durante o ato.

Apesar disso, o ato contou com o apoio de outras entidades sindicais do serviço público, como o SISEMPPA, que se fez presente por meio do Diretor de assuntos jurídicos, Paulo Sérgio Soares, e a CTB, que foi representada pelo Presidente John Carvalho e pelos Diretores Antônio Aquino, Adelson Martins e Bira Sales, que acompanharam a manifestação em solidariedade às pautas funcionais dos servidores e servidoras do Judiciário.

O SINDJU lamenta a conduta institucional da gestão do Tribunal diante do pedido de audiência pública. “No ato, havia um grande contingente policial, inclusive com a presença do batalhão especial de polícia. O batalhão de choque foi acionado mais uma vez para conter a nossa manifestação. Houve confrontos com a polícia por causa do posicionamento do carro de som e não conseguimos reunir com o presidente, que não deu nenhum indício de que pretende solucionar o problema por meio do diálogo”, declarou Danyelle Martins, presidente do SINDJU.

Embora o SINDJU reconheça a importância da inovação tecnológica para a eficiência do Judiciário, alertamos para o fato de que essa reestruturação está sendo implementada sem nenhuma participação dos servidores e sem nenhum diálogo sobre os impactos das mudanças que virão a partir dessas mudanças. “ferramentas tecnológicas não resolvem problemas estruturais históricos, como a insuficiência de pessoal, a sobrecarga de trabalho, a pressão psicológica por metas e o desgaste profissional da categoria”, explica Danyelle.

O TJPA promove um discurso de valorização do primeiro grau, no entanto, a atual gestão priorizou a ampliação de cargos comissionados e de assessoramento no segundo grau em detrimento dos servidores efetivos, e o sindicato acredita que a valorização concreta exige investimentos em recursos humanos, tratamento isonômico, combate ao desvio de função e garantia de direitos represados.
A mobilização da última segunda-feira, aprovada em Assembleia, reforça o papel do SINDJU como instrumento legítimo de representação dos servidores na cobrança por melhorias estruturais e salariais e demonstra que a entidade atua diretamente na fiscalização das condições de trabalho da categoria e na exigência de mesas de negociação permanentes. Vamos continuar acompanhando de perto a implantação da SEJUD 1G, defendendo uma modernização institucional com transparência e respeito aos trabalhadores e trabalhadoras que sustentam o funcionamento cotidiano da Justiça paraense.
Juntos somos gigantes!


