SINDJU qualifica diretoria para o enfrentamento ao assédio moral e sexual no TJPA

Atividade integra o Janeiro Branco pela saúde mental e foca em protocolos de acolhimento e orientação estratégica aos servidores

O SINDJU, por meio de sua coordenação de saúde, realizou no começo do mês de janeiro, uma capacitação voltada à sua diretoria para o aperfeiçoamento da oferta de acolhimento e da ação estratégica no combate ao assédio moral e sexual dentro do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O treinamento, conduzido pelo psicólogo Manoel de Christo Alves Neto, faz parte da agenda do Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental e emocional.

A iniciativa se fundamenta no reconhecimento do assédio como um problema estrutural que compromete a dignidade laboral de servidores e servidoras e a qualidade da prestação jurisdicional. Diante do impacto direto na saúde dos trabalhadores, o sindicato busca preparar seus dirigentes para atuar como o primeiro ponto de apoio qualificado aos servidores vitimados.

A capacitação ocorre em um contexto de vigilância após o caso do juiz Juliano Dantas por prática de assédio. Para o SINDJU, casos como este reforçam a necessidade de uma estrutura sindical preparada para identificar condutas abusivas e oferecer suporte mais qualificado.

De acordo com a coordenação de saúde do sindicato, a prioridade é transformar a indignação em protocolos eficazes de proteção. “Falar de saúde mental é falar de condições de trabalho, respeito, solidariedade e responsabilidade institucional. Sofrer sozinho não pode ser a regra. É na coletividade, na escuta qualificada e na ação organizada que nos fortalecemos”, destacou Danyelle Martins, Presidente do SINDJU, durante a atividade.

A formação abordou a construção de redes de cuidado para evitar o isolamento dos servidores e servidoras. O objetivo central é garantir que a diretoria possua as ferramentas necessárias para realizar o encaminhamento adequado de denúncias, assegurando uma atuação ética e combativa.

“O SINDJU está comprometido com uma atuação humanizada, oferecendo apoio, construindo protocolos e fortalecendo redes de cuidado para que nenhuma servidora e nenhum servidor enfrente o sofrimento em silêncio”, reforça Danyelle. A compreensão é de que a saúde mental no Judiciário é um direito indissociável das condições de trabalho oferecidas pela instituição.

O SINDJU reafirma seu papel como representante da categoria, se mantendo vigilante na defesa dos direitos e da integridade física e mental de todos os servidores e servidoras do Tribunal de Justiça do Pará. Juntos somos gigantes.

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